O seax, também chamado sax, é um dos facões mais característicos da alta Idade Média e era portado por vários povos germânicos e, posteriormente, vikings. Este facão de um só fio não era apenas uma ferramenta prática, mas também uma arma legítima que ocupava um lugar fixo na cultura guerreira do Norte Europeu. O seax era geralmente llevado horizontalmente à cintura, permitindo que fosse desembainhado rapidamente durante um combate ou durante o trabalho diário.
Embora a forma pudesse variar significativamente por região e período, um seax é reconhecido pela lâmina comprida com um único gume, um espigão robusto e um punho feito de madeira, chifre ou osso. Em muitos achados, é possível ver que os facões eram de formas simples, mas em alguns campos de sepultamento foram encontrados exemplares ricamente decorados, o que sugere que o seax também funcionava como símbolo de estatuto.
A partir do século V, diferentes tipos de seaxes tornaram-se populares. Não apenas facões largos e poderosos para uso em combate, mas posteriormente também versões mais estreitas e mais compridas que eram mais adequadas para golpes rápidos e cortes precisos. Na Inglaterra anglo-saxónica desenvolveu-se até um subtipo reconhecível: o seax de dorso quebrado, com um ângulo acentuado no dorso da lâmina. Alguns destes têm inscrições ou padrões que evidenciam a perícia artesanal e a importância cultural.
Na Escandinávia, o seax também permaneceu em uso por muito tempo. Os vikings dão ao facão um lugar próprio no seu arsenal de armas, onde funcionava juntamente com espadas, machados e lanças. Era utilizado tanto na vida diária como em situações de guerra. A presença de seaxes em sepulturas importantes mostra que este facão era uma parte valiosa do equipamento, às vezes até com significado espiritual.
Para reconstrutores históricos, colecionadores e todos quantos procuram um facão histórico autêntico, o seax permanece uma arma fascinante e versátil do passado europeu.