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A origem exata da cruz solar permanece obscura, mas o símbolo parece ter uma origem similar à da árvore da vida. Estas aparecem em diferentes culturas, dos agricultores neolíticos na Europa às tribos da América do Norte e Ásia. O uso da cruz solar por tribos indígenas na América do Norte pode apontar para uma tradição que remonta a mais de 12.000 anos, até a Idade do Gelo, quando os antepassados dos índios migraram da Ásia para a América através do Estreito de Bering. Alguns pesquisadores suspeitam que a cruz solar, assim como a árvore da vida, pode ter sua origem nas estepes siberianas. Isto permanece, porém, especulação.
Na mitologia dos povos indo-europeus, o sol é frequentemente retratado como uma roda radiante, puxada por um cavalo numa carruagem de guerra. Uma representação alternativa é a da nave solar, como também conhecida do Egito antigo. Ambas as imagens enfatizam a jornada do sol pelo céu, um motivo que em muitas culturas tem um significado mais profundo. Agricultores neolíticos na Europa, que viveram por volta de 8000 a.C., usavam a cruz solar na sua arte e religião. Eles incorporavam o símbolo em monumentos de pedra, presumivelmente para honrar os solstícios. Para estes agricultores primitivos, as estações e a influência do sol eram cruciais para sua existência.
Durante a Idade do Bronze, a cruz solar era um símbolo comum nas expressões religiosas e artísticas da Europa e também surgiram os discos solares, como também vistos no período Celta e Viking. As cruzes solares neo-pagãs podem ser vistas como continuações de projetos tradicionais que já eram usados antes da Idade do Bronze. Isto aponta para uma continuidade no uso da simbologia solar, embora as variantes modernas frequentemente contenham novas interpretações e significados.
